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sexta-feira, 6 de abril de 2007

Missões - Amor sem Fronteiras


LUCIANO HÉRBET



Quanto do amor de Cristo há em meu coração? Quanto desse amor que levou o Cordeiro a se entregar por mim (Gn. 3:15)? Quanto desse amor que resultou na kenósis de Jesus (Fp. 2:1-11)? Destarte, acredito que algumas gotas apenas desse inaudito amor em nossas vidas será suficiente para nos mover da letargia e da indiferença espirituais em que nos encontramos; diante da triste e terrível realidade da separação eterna de Cristo e de seu reino, inúmeras pessoas passam por nossas vidas sem ser impactadas pelo evangelho que professamos.


Tenho percebido que se não sofremos por aqueles que estão ao nosso redor, como nossos familiares, amigos e vizinhos não nos preocuparemos com aqueles que estão distantes de nós, os quais não vemos ou conversamos. A Biblia nos revela que o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo (Rm. 5:5) e que esse divinal amor nos constrange (2 Co.5:14). Esse amor fez com que o Filho se tornasse como um de nós e em nosso lugar suportasse toda a ira divina pelo pecado. Na eternidade com Deus não existirá qualquer forma de sofrimento, mas quando estivermos diante do Senhor em seu tribunal para prestar contas de todas as nossas ações (1 Co. 3:13; 2 Co.5:10), muitos de nós ao contemplar de fato o destino que aguarda aqueles que não receberam a Cristo, se angustiarão profundamente por não ter dedicado totalmente suas vidas em prol da evangelização. Por outro lado, a alegria de encontrar pessoas que foram salvas através da instrumentalidade de nossa própria vida deverá ser algo indescritível.

A Missão da Igreja

A missão da Igreja é revelada primeiramente em Gênesis 12:3 "...e em ti serão benditas todas as famílias da terra". A igreja é a descendência espiritual de Abraão (Rm. 4:16,17), portanto segue-se então a vocação inalienável da igreja (e consequentemente de cada servo individualmente) de cumprir a Grande comissão dada por Cristo: "... é me dado todo o poder no céu e na terra. Portanto ide, e fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém" (Mt. 28: 18-20) e para isso foi nos foi confirmada a grande promessa: "Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra" (At.1 :8). Como bem proclamou de seu púlpito e em seus livros, o pastor Oswald Smith ensinava que "a tarefa suprema da igreja é a evangelização do mundo".


Obediência e Unção no cumprimento da Grande Comissão

Somos embaixadores de Cristo (2 Co. 2:20). É em Seu nome que estamos indo. Portanto, cada servo deve representar fielmente a Cristo onde vive, em sua própria pátria ou não. Jesus disse: "...assim como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós" (Jo. 20:21). O discípulo de Jesus é revestido pelo poder celestial; tomado pelo Espírito de Cristo, é então capacitado (ungido) a entregar-se totalmente na realização da obra de seu Mestre. Esse é o verdadeiro sentido da palavra grega marturios (traduzida por testemunha) em Atos 1:8. Somos revestidos das virtudes do Espírito de Deus para nos tornarmos testemunhas fiéis de Seu Filho, a tal ponto de que se preciso for seremos martirizados por causa de Seu nome. Tanto no passado como nos dias atuais, muitos têm perdido a sua própria vida em favor do evangelho de Cristo.


Quando Jesus nos comissionou a pregar o evangelho Ele disse "tanto em ... como... e até aos confins da terra". Tanto aqui como Lá; e ao mesmo tempo. Não há fronteiras para o evangelho. Missões é alcançar toda a criatura com o evangelho de Jesus. Anunciar a todos os povos, tribos e raças o evangelho das Boas Novas de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Acredito realmente que foi Deus quem deu a visão para algumas agências missionárias de estabelecerem os missionários autóctones, da própria terra. Em algumas situações, como países fechados para missionários, os autóctones são a única maneira eficaz de se levar o evangelho. Obstáculos dificílimos são superados através desses missionários. Contudo, não podemos menosprezar os missionários estrangeiros. Ambos são igualmente importantes. Deve se levar também em consideração que dentro de um mesmo país ou região pode se ter grupos etnicos, culturais e sociais tão distintos que se constituem em diferentes campos missionários. Vale lembrar dos bolsões de miséria que existem em nossas grandes cidades, constituindo grupos específicos de pessoas ("tribos") como os catadores de lixo; grupos etnicos e culturais como colônias de árabes e asiáticos, ciganos, tribos indígenas e outros grupos.


Todo o crente um missionário

Há algum problema ou ignorância espiritual na vida do servo de Cristo que não está envolvido com Missões. Missões é o propósito de Deus para as nossas vidas. Todo o crente deve ser um missionário em plena dedicação. Não existe missionário "aposentado". Pois todos nós devemos estar envolvidos com Missões até o fim de nossas vidas. Há aqueles que vão para outros lugares e há os que sustentam os primeiros, através das orações e financeiramente. Acredito que o nosso investimento (não me reporto apenas a valores financeiros) em missões refletem a situação ou nível espiritual que vivemos.


Compaixão pelas almas

creio ser esse o melhor instrumento para medir o nosso amor pelo Senhor da seara. Viver a Cristo é desejar a Sua glória. É anunciá-lO para todos os povos a fim de que Seu nome seja glorificado. Jesus então pergunta: "a quem enviarei, e quem há de ir por nós?"(Is. 6:8); se você responde positivamente, então o Missionário envia missionários...


Luciano Hérbet O. Lima
Membro da Igreja Bíblica Congregacional em Vitória da Conquista-Ba.
Imagens retiradas dos sites www.gfa.org e www.miaf.org.br










quinta-feira, 5 de abril de 2007

Levando a Sério a Nossa Missão


Pr. Walter Santos Baptista
(Lucas 4.14-21)

O verso 14 deste capítulo, chamado por alguns de “O Manifesto de Nazaré”, inicia uma das mais extraordinárias narrativas do evangelho. Jesus lê no culto da sinagoga o trecho de Isaías 61.1,2 acrescido de Isaías 58.6. Com essa narrativa, única nos Evangelhos Sinóticos, única, aliás, nos Evangelhos, enquanto Mateus e Marcos dizem que Jesus anuncia o reino de Deus, Lucas mostra que o reino é a realidade do próprio Jesus, o Messias, o Cristo, o Ungido de Deus.

BREVÍSSIMA ANÁLISE

Diferentes critérios poderão ser utilizados no estudo deste tocante trecho. Há quem o veja por seu aspecto literário, seu lado puramente poético, e, assim, perceba o paralelismo entre os seus versos, onde “porquanto me ungiu para anunciar boas novas aos pobres” casa com “restauração da vista aos cegos”, e “enviou-me para proclamar libertação aos cativos” é paralelo a “para por em liberdade os oprimidos”, tendo tudo seu ápice em “para proclamar o ano aceitável do Senhor”.

Há quem olhe o apelo político das fortes expressões: “anunciar boas novas aos pobres”, “libertação aos cativos”, “restauração da vista aos cegos”, “por em liberdade os oprimidos”, posição tão do agrado dos liberacionistas e dos radicais de uma modo geral.
Podemos ver, no entanto, a extraordinária lição de apostolado, o embasamento de um ministério que é repassado à Igreja de Cristo. Analisemos, assim, a missão que nos é confiada.
Tudo começa com a unção porque nenhum empreendimento em nome de Cristo subsiste sem a unção do Espírito: “O Espírito do Senhor está sobre mim...”, diz o texto (v. 18a).
O apóstolo Pedro, num culto de proclamação do evangelho em casa de um oficial do exército romano, refere-se ao ministério de Jesus Cristo afirmando, “como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com poder; o qual andou fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com ele” (At 10.28). Afirmação que nos conduz às incisivas expressões que definem a plataforma a ser seguida por Jesus.

Verso 18 Recordemos a palavra profética: “O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar aos pobres. Enviou-me para apregoar Liberdade aos cativos, Dar vista aos cegos, por em liberdade os oprimidos...”
Há uma profunda carga emocional nestas palavras: pobres, cativos, cegos, oprimidos. E Jesus as lê em Isaías 61.1, capitulo considerado como o cerne da mensagem do profeta Isaías.
Jesus Se identificando com o fato profético de Isaías 61, demonstra ser o portador do Espírito, o profeta escatológico, proclamador das “boas novas”, arauto do evangelho, e aquele que traz libertação para os oprimidos, função eminentemente messiânica.
Os pobres, os cativos, os cegos e os oprimidos são não apenas os desafortunados deste mundo, mas os que têm necessidade especial de dependência de Deus, o que pode ser conferido em Lucas 1.53 e 6.20.

Um comentarista de Lucas diz, a esse propósito, que “O cativeiro a que se refere [Lucas 4.18,19] é evidentemente moral e espiritual. O pensamento não se move no plano de abrir portas físicas, mas livrar os homens da invisível, porém terrivelmente real prisão de suas almas”. Na verdade, essas palavras de tão forte carga emocional descrevem a falência espiritual à qual Jesus dá especial atenção.
Verso 19 A palavra profética completa dizendo, “e anunciar o ano aceitável do Senhor”. Este “ano aceitável do Senhor” a ser proclamado é a era messiânica iniciada na pessoa e obra de Jesus Cristo.
Verso 21 Lucas registra que Jesus Cristo fez o seguinte comentário:
“Hoje se cumpriu esta escritura em vossos ouvidos”.
Os contemporâneos de Jesus não duvidavam que o reino de Deus viria algum dia, mas Jesus ensina que Deus está agindo agora, no presente, na obra dEle mesmo. Com isso, Jesus é feito o centro da História.

O propósito divino é tudo colocar sob a autoridade de Jesus Cristo, o Senhor da História, agora com a vinda do reino, exaltado, glorificado; Jesus libertador de Quem Paulo, apóstolo, diz: “seja Paulo, seja Apolo, seja Cefas, seja o mundo, seja a vinda, seja a morte, seja o presente, seja o futuro, tudo é vosso, e vós de Cristo, e Cristo de Deus” (1Co 3.22).

AS LIÇÕES

O ser humano vive preocupado com o congelamento do salário, com a inflação crescendo em surdina, com o avanço e engodo das seitas, com os conflitos e a esperada paz mundial. Pois Jesus traz nova compreensão da vida humana, por isso que, plenamente de acordo com Sua plataforma de ação, é o portador da obra redentora de Deus, oferece Sua Palavra e Suas ações como desafio à fé.

Muitos contemporâneos de Jesus criam que o reino de Deus era poder temporal (Lc 22.24-30; Mt 20.20), libertação política (Mt 27.39-44; Jo 6.14ss; At 1.6), e, mesmo, comida e bebida (Rm 14.12). Mesmo os discípulos caíram nesse erro. Jesus, no entanto, esclarece que o reino de Deus já veio em Sua Pessoa e disso oferece provas (Mt 4.17; 11.1-6; 12.28; Lc 17.20ss).
A fraqueza de algumas pregações está na idéia de que o reino de Cristo ainda virá. Não é, entanto, o que Jesus Cristo ensina. Narra Lucas que “Interrogado pelos fariseus sobre quando havia de vir o reino de Deus, respondeu-lhes: o reino de Deus não vem com aparência visível. Nem dirão: Ei-lo aqui! Ou: Ei=lo ali! Porque o reino de Deus está dentro de vós” (cf. Mt 3.2; 12.28)

É o reino inaugurado, apesar de que será plenamente cumprido na Parousia, a Segunda Vinda. (cf. Lc 22.18), aquilo que C. H. Dodd chamou de “Escatologia Realizada”.
E que lições extraímos desses fatos, se diante de nós temos uma missão a ser levada com o máximo de seriedade?

1a lição - Jesus é o cumprimento das antigas profecias.
Apesar de Suas palavras fazerem nascer diferentes opiniões: admiração, como no verso 22 (“Todos lhe davam testemunho, e se maravilhavam das palavras de graça que saíam da sua boca...”), ou repulsa, como no verso 28 (“Todos na sinagoga... se encheram de ira”); apesar de quererem seus conterrâneos os sinais do shalom que Ele traz, como destacado no verso 23, o Messias oferece uma salvação completa, integral, verdadeiro sentido semântico do conceito e da palavra shalom.

2a lição -o reino de Deus é Jesus Cristo entre nós.
É o Emanuel. Não é libertação para o futuro, pois já vivemos os chamados “últimos dias” ((At 2.17; Hb 1.2; 2Pe 3.3; 1Jo 2.18). Mas Jesus é “hoje” a boa notícia, a graça, a redenção dos homens. Jesus glorificado, Salvador, Senhor, Cristo, é poder renovador para a terra, salvação para a pessoa humana, razão porque o livro dos Atos dos Apóstolos repete o fim que a verdade está em Cristo Jesus, e mostra o modelo da “Plataforma de Nazaré” na defesa/sermão de Paulo ao rei Agripa: “Eu te livrarei deste povo, e dos gentios, a quem agora te envio, para lhes abrir os olhos, e das trevas os converter à luz, e do poder de Satanás a Deus, a fim de que recebam remissão dos pecados e herança entre aqueles que são santificados pela fé em mim” (At 26.17,18).

3a lição - a missão é dada por Deus
Afinal, a missão de Jesus Cristo é o modelo, padrão, norma para a missão de Seus discípulos, como expresso em João 20.21: “Assim como o Pai me enviou, eu vos enviou”. Isso quer significar que para igrejas que têm como modelo a missão de Jesus, há necessidade de vidas modeladas por Ele mesmo, que tenham a Sua mente, pois “aquele que diz que está nele, também deve andar como ele andou” (1Jo 2.6; cf. 1Co 2.16; Fl 2.5-8; Rm 8.29).

Se o apostolado cristão nasceu do coração do Mestre, temos que o Deus Vivo da História da Salvação é um Deus que envia. Enviou Seus profetas a Israel; enviou Seu Filho ao mundo; em Cristo, enviou os apóstolos, os setenta e a Igreja; enviou o Espírito Santo à Igreja e aos nossos corações, e nos envia ao mundo, apóstolos, missionários, evangelistas, educadores, facilitadores da sagrada comissão (Jo 20.21; 17.18).

4a lição - é preciso redescobrir a importância da escatologia, ponto de contato entre teologia e missão cristã.
Do ponto de vista da teologia, sem escatologia, o evangelho é tão somente um ideal ético. O povo de Deus não pode ter crise de identidade, pois sabe quem é, sabe o que faz, e sabe para Quem vive.
Outrossim, o povo de Deus não pode perder a memória. Uma grande característica do povo de Israel é a preservação da memória (tzikaron)de quem ou do que merece ser lembrado. A memória da Igreja é o Novo Testamento, são os atos apostólicos, as ações e reações da Igreja Primitiva. O povo de Deus há de estar padrões acima do sistema deste mundo tenebroso. Jesus, o Cristo de Deus, é decisivo, normativo para os assuntos de fé e prática. Isso nos traz a

5ª lição - ninguém pode obedecer à ordem de ir ou a de servir se não houver amor porque a missão da Igreja de Jesus Cristo não pode ser realizada sem esta característica essencial do cristão. Jesus perguntou a Pedro (Jo 21.16): “Simão, filho de João, verdadeiramente tu me amas?”.
Que significa isso hoje? Sem dúvida, três passos no desafio e compromisso do cristão:· É um convite à auto-consciência. Alguém expressou que somos mãos, pés, olhos e boca de Deus; somos Seus instrumentos, agentes do Reino. · Um convite à consciência da pessoa de Jesus Cristo como Messias de Deus, Ungido do Pai, o Filho do Deus Vivo, Senhor de nossas almas, de nosso futuro, de nosso destino. · Um convite ao compromisso. Se Deus prova o Seu amor para com os infelizes pecadores no fato de que Cristo morreu por nós, estando nós ainda nessa condição, nossa gratidão se expressará no cometimento apaixonado: cumprir a missão sob o poder do Alto e na força do Espírito. Não diz o hino 438 do Cantor Cristão na sua terceira estrofe:
“Firmes, levemos a mensagem santa
Do evangelho de Jesus!
Esta mensagem divinal que encanta
E que o pecador conduz;
Cheia de bênçãos do glorioso Deus,
Que descobre os escolhidos seus,
Cheia de amor, traz-nos do céu o fragor
Da compaixão de Deus e dá-nos graça tanta!

Vamos, irmãos, levar
Essa luz ao mundo inteiro!
Vamos, irmãos, contar
Que esse dom é verdadeiro!
Vamos, irmãos, pregar
Mui confiados no Cordeiro
Que na cruz já fez A nossa redenção”.

Vamos?

Texto extraído so site www.monergismo.com
Sobre o autor: Walter Santos Baptista é Pastor da Igreja Batista Sião em Salvador, BA. (Agradecemos ao autor pela autorização escrita para publicarmos os seus artigos no Monergismo.com)

quarta-feira, 4 de abril de 2007

Aos extremos da terra



Precisamos ter consciência das circunstâncias em que vivemos como crentes em Jesus Cristo e entender que entramos numa batalha espiritual ao aceitá-lo como Senhor. A ação dos crentes traz a reação das forças das trevas. Há muitos desafios e obstáculos a serem vencidos e destacamos quatro:


1- DESAFIO INTERNO - Os primeiros discípulos e crentes foram desafiados a ir a todo lugar pregar o evangelho. Primeiro tinham que se dar a si mesmos e assim obedecer ao IDE de JESUS. Tinham de vencer o EU. Este desafio não era somente para aquela época. Todos nós crentes o herdamos.


2- DESAFIO DAS PERSEGUIÇÕES INSTITUCIONAIS - Vem das autoridades constituídas. No início do cristianismo as arenas e os martírios dos romanos. Ao longo do tempo os governos ditatoriais. A revolução francesa. Bíblias queimadas. O comunismo (70 milhões de mortos, a maioria cristãos). A "teocracia" árabe, entre outras.


3- DESAFIO DAS PERSEGUIÇÕES RELIGIOSAS - Começando pelos próprios judeus, o catolicismo no Ocidente e os ortodoxos no Oriente. As várias religiões orientais. Os induistas, os muçulmanos. O ódio pelos cristãos em muitos lugares. A História registra estes segundo e terceiro desafios. Hoje, no Brasil, não trazem maiores preocupações, mas em muitos países são armas terríveis contra nossos irmãos.


4- DESAFIO DO SATANISMO - Mais do que nunca, as forças das trevas se levantam contra os crentes (2Ts 2.4). O fim está próximo. De forma sutil se infiltram nas igrejas. Rituais e doutrinas satânicos encontram-se por toda parte. Para este desafio a ordem dada é vigiar e orar. Não cair nas ciladas e laços do maligno (1Co 10.12).


O primeiro desafio merece a nossa maior atenção. É o nosso desafio! A oportunidade que Deus nos dá de sermos servos úteis, pois para isto fomos escolhidos. Se não podemos ir, podemos enviar outros em nosso lugar.Conta-se que um moço estava sentado à beira de um rio por algum tempo. Veio a noite e ali dormiu, sem sair do lugar. Dia seguinte, um homem que o observava, perguntou-lhe "porque você está aí parado há tanto tempo? Ao que o moço respondeu: "estou esperando o rio passar para atravessar para o outro lado"!Pode parecer engraçado. Mas talvez seja o que muitos crentes estão fazendo. Nada mais agradável que estar na casa do Senhor, adorando e louvando-O, na comunhão uns com os outros, no nosso conforto, sentados à beira do nosso rio. Certamente alegra o nosso coração e a nossa alma.


Podemos imaginar o rio como o tempo. Está passando e a noite vem, quando ninguém pode trabalhar (Jo 9.4), e muitos vão ficar do outro lado porque não saímos de nosso lugar para buscá-los. Ficamos contemplativos e indiferentes ao destino do nosso próximo, levados pelas correntezas infernais.A graça de Deus pode bastar a nós, mas não basta a Deus, se a retivermos só para nós (Ecl 11.2). Somos chamados para repassá-la e não para retê-la.Se formos úteis e fiéis estaremos levando CRISTO AOS EXTREMOS DA TERRA.

Autor: Manoel Marques Filho

Texto e Imagem extraídos do site www.miaf.org.br